Patrícia Luz

Coordenadora do Núcleo Sul da Acreditar

Patrícia Luz

Coordenadora do Núcleo Sul da Acreditar
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(+351) 21 722 11 50
acreditar@acreditar.pt

Biografia

Patrícia Luz é coordenadora do núcleo sul da Acreditar.

A Acreditar, Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, é uma rede de partilha e de afectos feita de crianças, jovens, pais e amigos, fundada em1994, para enfrentar da melhor maneira as dinâmicas que o cancro infantil impõe, tentando proporcionar a todos a certeza de apoio num momento de incertezas.

A Acreditar acompanha em todos os momentos da doença. Nas Casas da Acreditar, nos hospitais ou no domicílio, o seu apoio desdobra-se nos planos emocional, logístico, social ou outro que as famílias necessitem. Com a transparência, o profissionalismo, o coração e sobretudo a experiência de quem já passou pelo mesmo.

A Acreditar faz a diferença, a que a torna a todos mais fortes porque os momentos difíceis são mais fáceis de viver quando nos unimos.

MISSÃO:
“Tratar a criança ou o jovem com cancro e não só o cancro na criança ou jovem”, promovendo a sua qualidade de vida e da família.

VISÃO:
Ser a Associação de referência nacional na garantia dos direitos e na promoção da qualidade de vida na área da oncologia pediátrica.

Acreditar faz-me mais forte.

O trabalho da Acreditar acontece em quatro núcleos regionais, correspondentes aos centros urbanos onde existem hospitais de oncologia pediátrica: Porto, Coimbra, Lisboa e Funchal.

 

CARTA DE PRINCÍPIO

1. Toda a actividade e programa de acções da Acreditar deve ser orientada com o fim de criar as condições necessárias a proporcionar a todos os Pais o direito de exercerem a sua autoridade, responsabilidade e capacidade de decisão. Nenhuma acção deve ser tomada no sentido de substituir os Pais nas suas responsabilidades e deveres para com os seus filhos.

2. À Acreditar compete fazer um levantamento da situação legislativa de apoio a crianças com cancro e às suas famílias, e promover as medidas necessárias para identificar as lacunas existentes, assumindo-se sempre que necessário como porta-voz dos Pais junto dos organismos competentes. Nunca, em circunstância alguma, a Acreditar se deve substituir ao Estado nas suas atribuições e deveres para com estas crianças e suas famílias. Isto poria inevitavelmente em causa os direitos adquiridos, criando um precedente grave.

3. A Acreditar deve promover o estabelecimento de protocolos com os Serviços Sociais dos Hospitais a que pertencem as crianças com cancro. Só assim poderemos obter a informação correcta das situações sociais a apoiar. Os apoios financeiros só deverão ser concedidos através de um pedido por escrito do Serviço Social e pelo período que esta indicar. A concepção deste apoio financeiro deverá ser entregue às famílias pelo Serviço Social, mediante uma declaração assinada pelos Pais. Nunca deve ser entregue directamente pela Acreditar.

4. A Acreditar deve ser apresentada sempre pelos projectos e actividades desenvolvidas. Devemos preservar a utilização da imagem das crianças e das suas famílias.

5. Todos os que colaborarem com a Acreditar têm o direito de ser regularmente informados sobre as suas actividades e projectos.

6. A angariação de fundos promovida pela Acreditar deve ter como base a divulgação das actividades e projectos. O objectivo desta estratégia deverá ser o estabelecimento de uma relação de confiança e conhecimento que leve os mecenas a assumir um compromisso constante e regular com o projecto (mecenato como forma de voluntariado).

7. A formação e acompanhamento do voluntariado, em todas as áreas de actuação, deve ser uma das grandes prioridades.

8. A Acreditar tem um carácter e vocação nacional, desde a sua fundação. Como Pais de crianças com cancro, são muito mais os factores que os aproximam do que aqueles que os diferenciam de região para região. Esta realidade deverá ser constantemente visível na actuação da Acreditar, a curto e a longo prazo. A solidariedade, a partilha de recursos e a designação unânime de prioridades deverão ser um valor em si e uma orientação constante nas relações internas e externas.

9. A definição de programas de apoio e actividades deve ser baseada na observação e avaliação da realidade. Os órgãos de decisão da Acreditar deverão envolver-se, na medida das suas possibilidades, no trabalho de campo (voluntariado), para poderem ter uma ideia correcta das reais necessidades e traçar e adaptar a estratégia de actuação e os objectivos a alcançar.